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Assis de Jesus
by on January 12, 2018
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Crescimento, sobrevivência e produção de Litopenaeus vannamei cultivado em sistema intensivo


Growth, survival and production of Litopenaeus vannamei in intensive culture system
Enox de Paiva Maia1*, George Alves Modesto1, Luis Otavio Brito2, Alfredo Olivera Gálvez3

RESUMO: Investigações sobre o uso de sistemas intensivos em fazendas de camarão demonstraram

diferentes resultados. O presente estudo foi realizado para avaliar o cultivo de Litopenaeus
vannamei em sistema intensivo. Foram povoados camarões na fase de pós-larva (PL10) em quatro
viveiros, sendo dois viveiros berçários, com área de 0,25 ha e 0,26 ha, estocados com 720 e
769 camarões/m2 e dois viveiros de engorda com área de 0,33 ha e 0,37 ha estocados com
142 e 159 camarões/m2. Os ambientes de cultivo foram fertilizados com ureia, superfosfato triplo,
silicato de sódio e melaço. Os camarões foram alimentados com ração comercial de 35% P.B.
Os resultados das variáveis de produção nos viveiros berçários foram: durante 42 dias: peso
médio 1,19 g; FCA 1,05; sobrevivência 92,1%; e produtividade 8.119 kg/ha/ciclo, e, nos viveiros
de engorda, durante 113 dias: peso médio 13,3 g; FCA 1,24; sobrevivência 50,7%; e produtiviade
9.526 kg/ha/ciclo, demonstrando a viabilidade do cultivo em viveiros intensivos de Litopenaeus
vannamei.

Introdução

A carcinicultura brasileira vem experimentando notáveis modificações no que se refere aos sistemas de cultivo
praticados. Semelhante ao verificado na maioria dos países do mundo, a década dos 1980 marcou a prática das culturas
extensivas, enquanto que na década de 1990 marcou a prática das culturas semi-intensivas.
A demanda interna por camarões vem aumentando nos últimos anos e, em poucos anos, deve superar a capacidade
de produção da pesca e aquicultura. O aumento das áreas de cultivo esbarra nas normas de licenciamento ambiental

e importações destes crustáceos possibilitam o risco de introdução e disseminação de doenças virais. Neste contexto, os

produtores devem ser mais eficientes na produção de camarões,além de evitar entrada de doenças (GUERRELHAS et al.,
2011).
Para praticar uma carcinicultura moderna e ambientalmente responsável, é essencial que a troca de água seja minimizada,
reduzindo os custos com bombeamento e a possibilidade de introdução de patógenos (SILVA et al., 2009). Sistemas sem
renovação de água objetivam estimular a formação de uma biota predominantemente aeróbica e heterotrófica, a partir da
fertilização com fontes ricas em carbono orgânico e aeração constante do ambiente de cultivo (WASIELESKY et al.,
2006). Este tipo de sistema oferece muitas vantagens sobre os sistemas autotróficos, principalmente pela mínima utilização
da água, baixo impacto ambiental, aumento da biossegurança e redução dos custos de alimentação (HOPKINS et al., 1995a, b;
TACON et al., 2002).
O aumento da densidade de estocagem não requer apenas o incremento de aeração artificial, mas também a melhoria
da qualidade da água de cultivo e, consequentemente, a dos efluentes, o aprimoramento de um manejo alimentar no que diz
respeito ao alimento natural e ao artificial, maior importância à sanidade dos animais em cultivo e à qualidade do solo dos
viveiros. No Brasil, sistemas de cultivo intensivo podem viabilizar a produção de camarões como atividade sazonal
em áreas de grandes flutuações térmicas e/ou halinas, fazendo com que as pesquisas sobre o manejo desses cultivos se tornem
indispensáveis.
O presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho zootécnico de Litopenaeus vannamei em sistema intensivo.

Material e Métodos
Desenho experimental

O trabalho foi realizado em uma fazenda de camarão marinho, localizada no Município de Mossoró – RN, nordeste

do Brasil (5° 11” S e 37° 20” W). Dois viveiros berçários, possuindo áreas de 0,25 ha (VB1) e 0,26 ha (VB2), e dois
viveiros de engorda, possuindo áreas de 0,37 ha (VE1) e 0,33 ha (VE2), foram selecionados. Ambas as unidades experimentais
foram revestidas com polietileno de alta densidade (HPDE). Pós-larvas de Litopenaeus vannamei (PL10) foram adquiridas
de larvicultura comercial, aclimatadas e cultivadas nos viveiros.
As densidades de estocagem nos viveiros berçários foram 720 e 769 PL10/m2 e, nos viveiros de engorda, foram 142 e
159 PL10/m2, respectivamente.
Preparação das unidades experimentais
Vinte dias antes da estocagem, as unidades experimentais foram esvaziadas e tiveram suas comportas de drenagem
lacradas e dotadas de duas baterias consecutivas de telas de 500 micras e 1000 micras, respectivamente. Na tubulação de
abastecimento, foi colocada uma tela em forma de saco com dois metros de comprimento e abertura de malha de 300 μm,

sendo posteriormente tratadas as áreas úmidas dos viveiros com uma solução de cloro a 100 ppm.

Depois de cinco dias do abastecimento (um metro de lâmina de água) foi realizada uma fertilização com ureia, superfosfato
triplo e silicato de sódio, numa relação de 3,0 mg/L de nitrogênio, 0,3 mg/L de fósforo e 0,7 mg/L de silicato. Três
fertilizações subsequentes, na razão respectiva de 1,0 mg/L e 0,1 mg/L de nitrogênio e fósforo, foram feitas a cada três dias
antes da estocagem. Durante o experimento foram realizadas aplicações de 50 kg de melaço de cana-de-açúcar/ha a cada
dez dias, desde o início do cultivo para a adequação da relação carbono: nitrogênio.
Em cada viveiro berçário, foram utilizados aeradores de palheta, proporcionando uma potência média de 47 cv/ha,
além de substrato artificial, constituído por telas de náilon com abertura de malha de 1,0 mm, correspondendo a uma área de
677 m². Nos viveiros de engorda, foram utilizados aeradores de palheta, proporcionando uma potência de 16,2 cv/ha (VE1)
e 18,2 cv/ha (VE 2), além de substrato artificial, constituído por telas de náilon com abertura de malha de 1,0 mm,
correspondendo a uma área de 1.000 m2.

Manejo alimentar

Nos viveiros berçários, foi utilizada ração comercial com 35% P.B, ofertada em dez refeições diárias. Para o primeiro

dia de cultivo, foi estabelecida uma quantidade de 1,5 kg de ração para cada 100.000 PLs, com um acréscimo de 5% ao
dia. Cada viveiro berçário possuía três bandejas indicadoras de consumo e nelas foi colocada cerca de 2% da quantidade
de ração ofertada para cada alimentação.
Nos viveiros de engorda, foi adotado o mesmo manejo alimentar dos viveiros berçário, até o 40º dia de cultivo.
Posteriormente, utilizou-se a mesma ração comercial, ofertada em cinco refeições diárias em comedouros (150 unid/ha), sendo
a quantidade ajustada diariamente pela metodologia de Maia (1995) e Rocha e Maia (1998).


Qualidade da água


A temperatura e o oxigênio dissolvido foram mensurados diariamente com um oxímetro digital YSI, modelo 55 FT. A
salinidade com refratômetro modelo S.Mill, marca ATAGO e o pH com medidor digital, modelo L 55, marca HANNA,
duas vezes por semana. Semanalmente, foram mensuradas as concentrações de nitrito e amônia total pelas metodologias
de Golterman, Clymo e Ohnstad (1978) e Koroleff (1976), respectivamente. Para mensurar as variáveis, todas as amostras
foram coletadas nas comportas de drenagem dos viveiros.

Variáveis de produção

Semanalmente, foram realizadas biometrias nos viveiros berçários e de engorda. Na despesca, os camarões foram

pesados para estimar o peso médio final (g), sobrevivência (%), produtividade (kg/ha), fator de conversão alimentar (FCA),
crescimento semanal (g/semana) e produção (kg/ha).

Resultados e Discussão

Em ambos os viveiros, a concentração de oxigênio dissolvido foi igual ou maior que 3,0 mg/L. Em relação à

temperatura nos viveiros berçários, ela variou de 24,8 °C a 29,4 °C, com média de 27 °C; a salinidade foi de 28 ± 4,2;
e o pH variou de 7,4 a 8,5, com média de 8. Nos viveiros de engorda, a temperatura variou de 26,5 °C a 28 °C, com média
de 27 °C; a salinidade foi de 13 ± 2; e o pH variou de 8,1 a 8,9, com média de 8,3.
O oxigênio dissolvido médio esteve dentro do recomendado para o cultivo da espécie Litopenaeus vannamei, não sendo
observados níveis letais. As concentrações médias encontradas foram superiores a 4 mg/L, e o valor mínimo registrado foi de
3,0 mg/L. Melhor crescimento e sobrevivência são obtidos com concentrações de oxigênio dissolvido próxima a 4 mg/L
(BOYD; FASTER, 1992). A disponibilidade adequada d oxigênio dissolvido (sempre superior a 3,0 mg/L), mediante
o processo de aeração artificial empregado, contribuiu positivamente para a minimização do estresse dos animais em cultivo.
Períodos curtos de exposição dos camarões a concentrações abaixo de 2 mg/L causam estresse na respiração e, abaixo de
1 mg/L, causam mortalidade (FASTER; LANNAN, 1992; PRIMAVERA, 1993). Vinatea (1997) encontrou concentrações
de 1,9 mg/L O2/L em experimento com L. vannamei e P. monodon, não afetando o crescimento dos camarões.
Apesar das reduções de temperatura no inverno, pode-se afirmar que a Região Nordeste apresenta níveis térmicos
mensais relativamente uniformes (NUNES, 2002). A faixa ideal de temperatura para a espécie L. vannamei é entre 26 °C e 33 °C
(NUNES, op. cit) e de 22 °C a 32 °C (PILLAY, 1990). Segundo Hardy (1981), os animais pecilotermos (no caso o camarão)
encontram-se subordinados ao seu meio ambiente, já que sua atividade metabólica e sobrevivência estão permanentemente
sujeitas à temperatura prevalecente. A temperatura nos viveiros esteve dentro da faixa de conforto da espécie.
Segundo Pillay (1990), a espécie L. vannamei suporta salinidade de 0 a 50. A faixa ideal de salinidade para o cultivo
varia entre 15 e 25 (VINATEA, 1997). De acordo com Boyd (1997), peixes e crustáceos podem aclimatar-se a salinidades
muito mais altas ou baixas do que aquelas de sua faixa de tolerância, no entanto, somente quando as mudanças são
feitas gradativamente. A faixa ideal do pH para cultivo de L. vannamei varia entre 8,1 e 9,0 (HERNÁDEZ; NUNES,
2001). Em ambos os viveiros berçários e de engorda, a salinidade e o pH não influenciaram o desempenho zootécnico
dos camarões.
A amônia total nos viveiros berçários decresceu de 4,83 mg/L para 0,8 mg/L (VB1) e de 5,14 mg/L para 1,94 mg/L
(VB2) nos dozes primeiros dias e manteve-se estabilizada até o final do ciclo de cultivo. A concentração de nitrito esteve
sempre inferior a 0,19 mg/L e as renovações de água se tornaram necessárias a partir do 30° dia de cultivo no VB1, e
do 26° dia de cultivo no VB2.
Em relação aos viveiros de engorda, a amônia total no VE1 reduziu de 0,92 mg/L para 0,18 mg/L nos primeiros
45 dias; atingiu um máximo de 1,53 mg/L aos 60 dias;voltando a decrescer a partir de então, atingindo 0,53 mg/L
no final do ciclo de cultivo. No VE2, decresceu de 0,92 mg/L para 0,2 mg/L e estabilizou-se durante todo o cultivo. As
concentrações de nitrito estiveram crescentes, porém sempre abaixo de 0,1 mg/L até os 60° dia de cultivo, chegando ao final
do ciclo com 0,18 mg/L VE1 e de 0,1 mg/L VE2. As renovações de água se tornaram necessárias a partir do 45º dia de cultivo
noVE1 e, no 85º dia, no VE2.
Racotta e Herrera (2000), estudando a influência da concentração de amônia no cultivo do L. vannamei,
encontraram maior consumo de oxigênio com o aumento da concentração de amônia na água. Hernádez e Nunes (2001)
recomendam concentrações de amônia não ionizada (NH3) menores que 1 mg/L. De modo geral, as concentrações de
amônia não ionizada foram inferiores às encontradas pelos autores citados. A amônia total decresceu nos viveiros, devido
às aplicações de melaço que eram feitas durante o cultivo, já que este produto é uma fonte de carbono orgânico, acelerando
o processo de colonização bacteriana ocasionado pelo balanço da relação carbono: nitrogênio.
De acordo com Boyd (1997), as bactérias contêm cerca de 10% de N e 50% de C em relação ao seu peso seco. Hari et al.
(2004) observaram que o Penaeus monodon utiliza a proteína adicional proveniente do aumento da biomassa de bactérias,
resultante da adição de carbono orgânico ao sistema de cultivo. Burford et al. (2004) também sugerem que partículas floculadas
ricas em bactérias podem contribuir substancialmente para a nutrição do Litopenaues vannamei.
A concentração de nitrito recomendada por Nunes (2001) deve ser menor que 1 mg/L, enquanto Barbieri e Ostrensky
(2002) recomendam concentrações menores ou seja, 0,5 mg/L. Lin e Chen (2003) encontraram aumento na mortalidade de
camarões, quando expostos a maiores concentrações de nitrito na água, num menor espaço de tempo. No presente estudo,
as concentrações médias estiveram bem inferiores ao limite recomendado.
A partir da primeira troca de água nos viveiros de engorda, foi adotada uma taxa de renovação de 15% do volume total,
sendo efetuadas apenas uma vez por semana. De modo geral, foi efetuada uma troca de água equivalente a 2,7% por dia
(VE1) e de 0,6% (VE2). Tais resultados mostraram que, tanto é possível minimizar as renovações de água, como substituir
a prática diária e contínua por frequências semanais ou quinzenais, reduzindo sensivelmente o problema de descarga
de efluentes.
Nos viveiros berçários VB1 e VB2, os camarões foram cultivados durante 41 e 43 dias, obtendo-se peso médio final
de 1,21g e 1,16 g, sobrevivência de 96,3% e 87,9%, FCA de 0,99 e 1,11, consumo de ração 2.084 kg e 2.269 kg, produção
de 2.098 kg e 2.040 kg e produtividade de 8.392 kg/ha e 7.746 kg/ha, respectivamente. (Tabela 1).
Nos viveiros de engorda VE1 e VE2, os camarões foram cultivados durante 113 dias, obtendo-se peso médio final
de 13,2 g e 13,5 g, crescimento semanal de 0,82 g e 0,84 g, sobrevivência de 54,9% e 46,6%, FCA de 1,37 e 1,12,
consumo de ração 5.100 kg e 3.564 kg, produção de 3.716 kg.

e 3.121 kg e produtividade de 10.043 kg/ha/ano e 9.457 kg/ ha/ano (Tabela 2).

Moss e Moss (2004), durante seis semanas, avaliaram diferentes densidades de estocagem e a utilização de substrato
artificial em berçários intensivos, encontrando os seguintes resultados: 778 camarões/m2 sem substrato (peso médio final
de 1,69 g, sobrevivência de 91,9% e FCA de 0,78) e com substrato (peso médio final de 2,13 g, sobrevivência de 93,2%
e FCA de 0,75); 1.167 camarões/m2 sem substrato (peso médio final de 1,44g, sobrevivência de 89,1% e FCA de 0,78) e com
substrato (peso médio final de 1,64 g, sobrevivência de 93,0% e FCA de 0,73); 1.556 camarões/m2 sem substrato (peso médio
final de 1,16 g, sobrevivência de 91,0% e FCA de 0,89) e com substrato (peso médio final de 1,59 g, sobrevivência de 90,5%
e FCA de 0,78).
Wyban e Sweeney (1991), em berçários intensivos durante 30 dias, com uma densidade de 800 camarões/m2, encontraram
peso médio final de 0,6 g e sobrevivência de 80%; já com 1200 camarões/m2, durante 50 dias encontraram peso médio
final de 2,0 g e 90% de sobrevivência. Enquanto Villalon (1991), com 150 camarões/m2, durante 45 dias, encontrou
0,6 g de peso médio e 67% de sobrevivência, porém com 200 camarões/m2, com o mesmo tempo, encontrou 0,8 g de
peso médio e 75% de sobrevivência.
No presente trabalho, os dados de produção nos viveiros berçários corroboram com os encontrados por Moss e Mos

(2004), Wyban e Sweeney. (1991) e Villalon (1991) que relatam a possibilidade de cultivar Litopenaues vannamei neste sistema.

O crescimento semanal dos camarões (g/semana) nos viveiros de engorda foram semelhantes ao valor médio de
0,90 g encontrado por Rocha e Maia (1998) com densidades de 22,7 ind/m² e Guerrelhas et al. (2011) com densidades
entre 100 ind/m2 e 120 ind/m2. A média de produtividade (9.750 kg/ha/ciclo) é bastante superior aos 5.251 kg/ha/ciclo
mencionados por Treece e Hamper (2000) e a média nacional de 4.324 kg/ha/ciclo (NUNES; MADRID; ANDRADE, 2011)
e próxima aos citados por McIntosh e Carpenter (2000) e Guerrelhas et al. (2011), para os cultivos realizados em Belize,
(média de 11.231 kg/ha/ciclo) e na Camanor-RN (média de 9.800 kg/ha/ciclo), respectivamente.
O fator de conversão alimentar (FCA) de 1,24 está coerente com os valores de 1,2 a 1,3 citados por Maia (1995) e 1,25 a
1,37, indicados por Rocha e Maia (1998), sendo melhores que os de 1,8 e 1,6 encontrados por McIntosh e Carpenter (2000) o
de 1,58, encontrado por Guerrelhas et al. (2011). Em relação à sobrevivência média de 50,7%, esta foi relativamente mais
baixa e inferior à de 60% a 78% citada por Rocha e Maia (1998), à de 67%, por McIntosh e Carpenter (2000), à de 78,1%
encontrada por Guerrelhas et al. (2011)


Conclusões

Os resultados encontrados neste estudo demonstram a possibilidade de redução das trocas de água durante o
ciclo de cultivo e a viabilidade do cultivo intensivo de Litopenaeus vannamei.
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